Dois corações que se encontram
E se unem em um só
Compartilham desejos e esperanças
Se amarram no mesmo nó
Não há quem possa no mundo
Explicar essa complexa equação
Em que dois corações que se unem
Se somam e se reduzem a um só coração
Coração que por si só se basta
Pelo amor que nele existe
Que pela vida perdura e persiste
E mesmo na difuculdade insiste
E resiste até mesmo à dor
Pra que dure pelo infinito o amor
Imagem: de própria autoria. Rabisco em papel com caneta comum, filtro instagram.
Devaneios e desencantos
terça-feira, 16 de outubro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Fazer valer cada segundo...
Dizem que cada segundo dessa vida é precioso, e que deve ser vivido como se fosse o último. Volta e meia a gente se pega negligenciando essa máxima que, por mais clichê e óbvia que possa parecer, é uma verdade tão latente que, quando a gente se dá conta dela, dá um aperto no peito perceber quanto de nossa vida já se passou, desde que estamos neste mundo, e paramos para pensar se tudo o que já fizemos até aqui realmente valeu à pena e se vivemos dignamente e com toda intensidade, cada instante que se já se foi e não volta mais...
E nessas horas a gente se pega em meio as nossas tantas memórias, e entre os erros e acertos da nossa trajetória, sempre bate forte a angústia em pensar que poderíamos ter feito melhor, o arrependimento por ter feito ou dito algo, ou mesmo de ter deixado de fazer ou dizer certas coisas quando o momento era propício. E em meio a essa nostalgia sufocante, a gente se esquece que a vida é mesmo essa, que tudo é resultado de nossas escolhas, e que não há nada que possamos fazer para mudar, apenas aprender com tudo o que se passou, sejam as experiências boas ou ruins, e com este aprendizado amadurecer para fazer melhor, a medida que a vida vai avançando.
O que não dá é ficar parado no tempo, em meio a lamentações infinitas, desejando que o tempo volte atrás para mudarmos o que, fatalmente, não temos como mudar, porque a vida não volta, ela é um eterno continuar, e seu ciclo não nos dá outra escolha a não ser seguir em frente.
Nos resta aproveitar essa oportunidade que a vida nos dá, de ter ainda tempo pela frente para continuar vivendo, batalhando, vencendo, caindo, levantando, chorando, sorrindo... enfim, viver o momento, o aqui e agora, sem olhar pra trás. Mas que o momento não seja efêmero simplesmente, que ele seja vivido com plena convicção e consciência de que, lá na frente, no futuro, os frutos dessas experiências estarão maduros para que, quando chegar o momento da colheita, tenhamos orgulho da trajetória que construímos, e a certeza de que fizemos valer a pena cada segundo de nossas vidas.
Porque a vida é curta, porque não temos todo tempo do mundo, porque cada momento é precioso demais para ser desperdiçado com lamúrias e lamentações, e porque se Deus nos deu essa dádiva que é a vida, vamos então retribuir ao Criador da maneira mais simples: vivendo simplesmente!
E nessas horas a gente se pega em meio as nossas tantas memórias, e entre os erros e acertos da nossa trajetória, sempre bate forte a angústia em pensar que poderíamos ter feito melhor, o arrependimento por ter feito ou dito algo, ou mesmo de ter deixado de fazer ou dizer certas coisas quando o momento era propício. E em meio a essa nostalgia sufocante, a gente se esquece que a vida é mesmo essa, que tudo é resultado de nossas escolhas, e que não há nada que possamos fazer para mudar, apenas aprender com tudo o que se passou, sejam as experiências boas ou ruins, e com este aprendizado amadurecer para fazer melhor, a medida que a vida vai avançando.
O que não dá é ficar parado no tempo, em meio a lamentações infinitas, desejando que o tempo volte atrás para mudarmos o que, fatalmente, não temos como mudar, porque a vida não volta, ela é um eterno continuar, e seu ciclo não nos dá outra escolha a não ser seguir em frente.
Nos resta aproveitar essa oportunidade que a vida nos dá, de ter ainda tempo pela frente para continuar vivendo, batalhando, vencendo, caindo, levantando, chorando, sorrindo... enfim, viver o momento, o aqui e agora, sem olhar pra trás. Mas que o momento não seja efêmero simplesmente, que ele seja vivido com plena convicção e consciência de que, lá na frente, no futuro, os frutos dessas experiências estarão maduros para que, quando chegar o momento da colheita, tenhamos orgulho da trajetória que construímos, e a certeza de que fizemos valer a pena cada segundo de nossas vidas.
Porque a vida é curta, porque não temos todo tempo do mundo, porque cada momento é precioso demais para ser desperdiçado com lamúrias e lamentações, e porque se Deus nos deu essa dádiva que é a vida, vamos então retribuir ao Criador da maneira mais simples: vivendo simplesmente!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
E na pós-modernidade, tudo vira mercadoria, até o amor...
Ah, o amor... diria que é o sentimento mais puro, que se traduz nos gestos mais singelos.
Olhares que se cruzam, se encontram, se enamoram a distância. Sorrisos disfarçados, um pouco embaraçados, que dispensam palavras. A aproximação vagarosa, até mesmo cautelosa. O conhecer o outro, pouco a pouco, e se encantar com suas virtudes. O toque suave, o abraço que acolhe e conforta e faz perder a noção de espaço e tempo, tornando eterno aquele segundo único. O coração que dispara, que aperta no peito e às vezes dói pela expectativa de não saber se o outro também compartilha do mesmo sentimento. E depois da espera ansiosa, eis que se revela no mais suave tocar dos lábios, o beijo tão esperado, que vem selar o amor!
Romântico demais? Careta e antiquado? É, até pode ser, mas ao menos para mim é a mais pura expressão do amor. Um amor gratuito, que acontece de repente e pega de surpresa dois corações, sem nem pedir licença.
E hoje, da gratuidade, o amor, no ápice de sua banalização, se converte em mercadoria, como se fosse um produto qualquer, que se compra na hora que quer e, quando se cansa dele, é descartado e trocado por outro. Simples assim. Duas pessoas hoje mal se conhecem, se entregam uma a outra apenas pela atração corporal, por uma única noite, pelo bel prazer dos corpos, e no dia seguinte, o outro já não interessa mais, é descartado, e imediatamente já começa a busca por uma nova experiência...
Em alguns quadros de programas na TV a banalização também é perpetuada: pessoas em busca do seu "grande amor" se expõem como um produto em uma vitrine para alguns possíveis interessados, se sujeitam a performances ridículas e constrangedoras para tentar conquistar, naquele minuto, uma daquelas pessoas a quem nem conhecem, por quem não nutrem sentimento algum, importa apenas demonstrar suas qualidades, vender a sua imagem da maneira mais positiva possível (leia-se, na maioria dos casos, apelos puramente sexuais) para não deixar o programa de mãos vazias e angariar pelo menos um pretendente e se auto afirmar diante da plateia.
E nisso tudo, acho que nem se pode mais chamar de amor o que hoje se contextualiza como fruto dessas relações. Mais parece uma troca de favores, uma satisfação imediata dos prazeres corporais, o uso do outro como simples objeto pela busca própria do prazer... É triste constatar isso, mas, infelizmente, é o que vemos acontecer por aí. O amor deixa de ser uma construção diária, a longo prazo, compartilhada com afeto, carinho, ternura, cumplicidade, e interessa apenas o aqui e agora, a experiência do presente, tornando o amor efêmero e escorregadio...
Claro que não se pode generalizar, afinal, eu mesma já esbocei no começo deste texto a minha visão romântica do amor e com certeza devem existir tantas outras pessoas, em tantos outros cantos deste mundo, que ainda guardam essa visão singela no coração, e sonham em encontrar o príncipe encantado, escrever uma linda história e acreditam piamente que vão viver ao lado da pessoa amada até ficarem bem velhinhas, e verem crescer os filhos e netinhos, e assim será até que a morte os separe, porque o que Deus une o homem não pode separar!
Pensar assim é que me consola, me faz não desistir de acreditar que ainda se pode falar de amor e sonhar que um dia esse mundo ainda vai colocar suas ideias no seu devido lugar, recuperando os seus valores perdidos, recuperando o verdadeiro sentido do que é o amor.
Claro que não se pode generalizar, afinal, eu mesma já esbocei no começo deste texto a minha visão romântica do amor e com certeza devem existir tantas outras pessoas, em tantos outros cantos deste mundo, que ainda guardam essa visão singela no coração, e sonham em encontrar o príncipe encantado, escrever uma linda história e acreditam piamente que vão viver ao lado da pessoa amada até ficarem bem velhinhas, e verem crescer os filhos e netinhos, e assim será até que a morte os separe, porque o que Deus une o homem não pode separar!
Pensar assim é que me consola, me faz não desistir de acreditar que ainda se pode falar de amor e sonhar que um dia esse mundo ainda vai colocar suas ideias no seu devido lugar, recuperando os seus valores perdidos, recuperando o verdadeiro sentido do que é o amor.
domingo, 1 de abril de 2012
A reconciliação com as palavras e o reencontro do "EU"
É tão estranho estar aqui... tão assustador me ver diante de uma tela, e abaixo dela um teclado repleto de letras, que nutrem em mim a expectativa de combiná-las e transformá-las em uma complexa formação: as palavras. E estas, por sua vez combinadas, se encadeiam em uma nova formação que é a narrativa, o texto propriamente dito, repleto de sentido, ou que seja mesmo non sense, apenas um texto que busca expressar os devaneios de quem o escreve.
E de onde vem essa estranheza inicial, tendo em vista que sempre tive tanta afinidade com as palavras? Ao menos eu pensava que tinha, mas, ultimamente, elas parecem tão distantes para mim, e por isso mesmo, tão complexas como antes mencionei. Tenho apresentado uma certa dificuldade em articulá-las, em dotá-las de sentido, em dar-lhes vida própria, e por isso mesmo, as palavras não ditas ou não escritas, muitas vezes, têm dado lugar ao silêncio. Um silêncio que, na verdade, grita dentro de mim a vontade de querer se libertar das amarras nas quais me aprisionei...
A prisão? O desencanto com o mundo ao meu redor, as duras verdades da realidade, que me fazem sentir impotente e incapaz e, pela primeira vez, me fazem querer desistir dos sonhos e me fechar no meu silêncio.
A liberdade? Descobrir que o que move o mundo são os sonhos e que desistir deles é desistir de mim mesma.
A verdade mesmo, escondida por detrás de todo esse discurso, que pode até parecer inútil e non sense, é que, finalmente, sinto que estou me reconciliando com as palavras, que elas estão fluindo (ou eu as estou deixando fluir) em sua naturalidade, como um turbilhão, e com elas, posso novamente me expressar e encontrar a mim mesma nesse mundo confuso. Mundo esse, aliás, que tem tudo absolutamente articulado justamente para nos confundir e nos fazer perder a esperança e a confiança em nossas capacidades, nos convertendo em mais um personagem massificado em meio à multidão anônima, sem rosto, sem identidade definida, sem expressão.
Mas, essa discussão, fica para um outro momento mais oportuno. O que importa agora é gritar, pra quem puder e quiser ouvir, essa reconciliação, e não poderia existir melhor maneira, senão, nas linhas de um texto, este que acabo de escrever agora.
Seja bem vindo ao Devaneios e Desencantos, um espaço construído para expressar sentimentos, pensamentos e reflexões de uma mente inquieta que não quer guardar apenas para si mesma suas percepções...
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